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terça-feira, 7 de novembro de 2017

A Pele do bebê


A pele é o maior órgão do nosso organismo e grande protetor contra várias agressões externas, como produtos químicos, infecções, raios ultravioletas, traumas, etc.
O recém-nascido pode apresentar algumas alterações de pele desde o nascimento ou logo nos primeiros dias de vida. Estas podem ser permanentes ou transitórias.
- prevenir a desidratação;
- dificultar a absorção de produtos tóxicos;
- dificultar a invasão de bactérias;
- secretar substâncias pelas glândulas, como o suor, que auxilia na regulação da temperatura corpórea;
- proporcionar a percepção de calor/frio, dor e tato;
- auxiliar na produção de vitamina D.

O recém-nascido pode apresentar algumas alterações de pele desde o nascimento ou logo nos primeiros dias de vida. Estas podem ser permanentes ou transitórias.
1. Transitórias:
• Eritema tóxico neonatal: comum entre o 3° e o 21° dia de vida. Começam como pequenas manchinhas avermelhadas, e se tornam pequenas pústulas (bolhas), desaparecendo espontaneamente em cerca de duas semanas.
• Melanose pustulosa neonatal: pequeninas pústulas (bolhas) que formam crostas (“casquinhas”) e desaparecem em alguns dias.
• Miliária: são pequenas vesículas (bolhas), principalmente na face, por obstrução de saída do suor. Desaparecem espontaneamente.
• Milios: são “bolinhas” amareladas, principalmente na face, como cistos. Também somem sem tratamento específico.
• Crosta láctea: pequenas escamas gordurosas amareladas em couro cabeludo e sobrancelhas.
• Mancha mongólica: mancha roxo-acinzentada em nádegas, comum em meninos e na raça negra.
2. Permanentes:
Algumas lesões na pele do recém-nascido podem ser congênitas e até mesmo sugerir associação com outras doenças. As manchas acastanhadas e esbranquiçadas devem ser sempre avaliadas.
Os principais cuidados com a pele do bebê são:
• Higiene: deve-se utilizar produtos específicos infantis, que não tenham irritantes e não tenham risco de toxicidade.
• Prevenção: contra os raios ultravioletas.
Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP
CRM: 104.671

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

VITAMINAS E MINERAIS



As vitaminas e os minerais são chamados de micronutrientes. São substâncias que obtemos da alimentação e que são necessárias para nossa saúde. Portanto, uma alimentação saudável e variada é indispensável para obtermos estes nutrientes.
            Desde o nascimento, a criança já necessita de vitaminas e minerais. A partir do 7º. ao 15º. dia de vida, os bebês devem tomar banho de sol para a produção de vitamina D, que é fundamental para a formação dos ossos e prevenção do raquitismo. Porém, como a exposição regular ao sol nem sempre é possível, normalmente o bebê recebe uma suplementação diária de vitaminas A e D, através de gotas orais, até cerca de 2 anos.
            O leite materno normalmente supre o restante das necessidades de micronutrientes até os 6 meses. Posteriormente, a alimentação irá fornecê-los.
            A deficiência de ferro é muito frequente em crianças brasileiras, causando a anemia ferropriva. Portanto, para a prevenção desta doença, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a suplementação de ferro oral para:
·         recém-nascidos de baixo peso ou prematuros: do 15 dia de vida até 1ano/ 2 anos ;
·         bebês que não recebem leite materno ou fórmula infantil (leite “de latinha”, específico para bebês, de 0 a 6 meses e de 6 a 12 meses): do 15 dia de vida até 1 ano e meio/2 anos;
·         bebês quando iniciam alimentação complementar (suco, frutas e papa): até1 ano e meio/2 anos.

O abastecimento público de água é acrescido com flúor, o que garante a sua melhor forma de acesso a toda população. A principal ação do flúor é sobre os dentes.
Após o primeiro ano de vida, a criança tem um menor ritmo de crescimento, o que facilita a sua exposição ao sol e uma alimentação mais variada. Desta forma, a suplementação de vitaminas e minerais não é mais necessária, a não ser em casos específicos.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

FIBROSE CÍSTICA



Esta doença é também chamada de mucoviscidose e sua causa é genética. Ocorre pela falta ou disfunção de uma proteína que está presente em algumas glândulas do corpo, como no pâncreas.
Isto faz com que haja produção de muco espesso e anormal, podendo levar a:
- tosse crônica;
- chiado no peito freqüente;
- pneumonias frequentes;
- suor excessivo e muito salgado;
- dificuldade em ganhar peso e altura;
- fezes volumosas e diarréia freqüente.
A fibrose cística pode ser diagnosticada por três formas:
- triagem neonatal (Teste do Pezinho);
- teste do Suor;
- teste Genético.
É uma doença que necessita de tratamento contínuo, e normalmente é feito em centros especializados. O seu principal objetivo é prevenir as infecções e complicações, através de:
- terapia pulmonar: inalações, fisioterapia respiratória e uso de antibióticos quando necessário;
- suporte nutricional: com suplementação específica para cada criança;
- reposição de enzimas do pâncreas, para ajudar na digestão e absorção dos alimentos;
            Medidas de prevenção são fundamentais, como a vacinação adequada e as medidas de higiene.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

terça-feira, 1 de agosto de 2017

URTICÁRIA



A urticária é um quadro alérgico, caracterizado por “manchas” avermelhadas na pele, que coçam e que desaparecem sob pressão (quando comprimidas) e que normalmente somem rapidamente.
            Na maioria dos casos, ocorre quando um desencadeante (chamado alérgeno) junta-se com o anticorpo específico das células, liberando uma substância chamada histamina, responsável pelo prurido (coceira) e dilatação de vasos sanguíneos (vermelhidão). Podem ocorrer em qualquer parte do corpo.
            As causas são inúmeras, como:
·         Reação a medicações: antiinflamatórios, analgésicos, antibióticos.
·         Alimentos: os mais frequentes são peixe, camarão, amendoim, nozes, castanhas e chocolate.
·         Corantes alimentícios e aditivos alimentares: corante amarelo-vermelho e glutamato monossódico.
·         Infecções: por vírus, bactérias e parasitas.
·         Picada de insetos: abelhas e formigas.
·         Física: pelo frio, luz solar e atividade física.
·         Contato: com substâncias como látex.
·         Outras doenças.

O tratamento depende da intensidade do quadro. As urticárias mais leves podem ser tratadas com medicações orais, prescritas pelo médico. Já nos casos mais graves, é preciso internação hospitalar para medicação endovenosa e cuidados intensivos.



Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

segunda-feira, 3 de julho de 2017

ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO NA INFÂNCIA



Desenvolvimento é o aumento da capacidade de uma criança em realizar funções ou tarefas cada vez mais complexas; e isto depende principalmente do amadurecimento do sistema nervoso central.
A resposta das crianças, nas diferentes tarefas, depende também de vários outros aspectos: idade, estímulo dos pais/ escola, convivência com outras crianças, relação com o ambiente onde vive, se a criança nasceu prematura ou teve algum problema durante a gestação/parto, etc.
Existem quatro aspectos principais a serem considerado na avaliação do desenvolvimento infantil:

·         Comportamento motor = são “aprendizados” motores, como: sustentar a cabeça, sentar, engatinhar, andar e pegar ou manipular objetos. 
·         Comportamento adaptativo = organização e adaptação em resposta aos estímulos, estando relacionado ao aspecto de aprendizagem. 
·         Comportamento de linguagem = comunicação verbal (pela fala) e não-verbal.
·         Comportamento pessoal-social = reações da criança relacionadas à sua cultura social (influenciadas pelo ambiente).

É muito importante que os pais saibam que mesmo sendo esperado que a criança realize uma determinada atividade com uma certa idade, cada criança tem o seu tempo. Pode ser que um dos filhos ande mais cedo que o outro, ou comece a falar mais tarde.
Para cada faixa etária, é esperado que a criança realize algumas atividades, como:
·         2 MESES:
o   Fixa o olhar no rosto da mãe ou de quem está em frente.
o   Reage ao som (com choro, susto ou movimentos).
o   Eleva a cabeça quando de barriga para baixo.
·         4 MESES:
o   Segura objetos por alguns segundos.
o   Emite sons.
o   Sustenta a cabeça quando no colo.
·         6 MESES:
o   Alcança um brinquedo próximo.
o   Leva objetos à boca.
o   Localiza o som, virando para o local de onde é emitido.
o   Rola da cama.
·         9 MESES:
o   Brinca de “esconde – acha”, retirando um pano do rosto.
o   Transfere objetos de uma mão para outra.
o   Duplica sílabas (“papa”, “dada”).
o   Senta sem apoio.
·         12 MESES:
o   Imita gestos.
o   Anda com apoio.
·         15 MESES:
o   Executa gestos a pedido.
o   Produz uma palavra.
o   Anda sem apoio.
·         18 MESES:
o   Identifica 2 objetos.
o   Rabisca espontaneamente.
o   Produz 3 palavras.
o   Anda para trás.
·         24 MESES:
o   Tira roupa.
o   Constrói torre de 3 cubos.
o   Chuta a bola.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP
CRM: 104.671


segunda-feira, 5 de junho de 2017

AUDIÇÃO



O número de casos de surdez em crianças nascidas é elevado: cerca de 2 crianças para cada 1.000 crianças normais que nascem.
            Porém, o diagnóstico precoce pode evitar transtornos de linguagem e pode permitir um melhor desenvolvimento destas crianças.
            Portanto, a triagem auditiva deve ser realizada antes dos 3 meses de vida, de preferência na maternidade, para que seja feito um atendimento adequado até os 6 meses de idade.
            Existem dois testes que podem ser realizados:
-emissões otoacústicas (EOA): é mais rápido e não precisa que a criança colabore com o exame, apesar de haver uma pequena chance de não mostrar alteração em alguns casos.
-potencial auditivo do tronco encefálico (BERA): necessita de equipe treinada, é mais caro e a criança normalmente precisa de sedação que ele possa ser realizado.
            Existem algumas crianças recém-nascidas que são consideradas de alto risco para perda auditiva: crianças com história de surdez congênita na família, infecções congênitas (toxoplasmose, rubéola, citomegalovirose e sífilis durante a gestação), meningite, convulsões, hemorragia intracraniana, prematuros e síndromes genéticas.
            Caso haja alguma alteração no teste de triagem, a criança deverá ter um acompanhamento médico e fonoaudiológico para a confirmação e seguimento.

 
Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM:104.671

quarta-feira, 3 de maio de 2017

VACINAÇÃO E CALENDÁRIO VACINAL



Hoje em dia temos vacinas contra vários tipos de vírus e bactérias, causadores de doenças.
Primeiramente, o que significa vacinar uma criança? A vacina contém pequenas partículas destes vírus ou bactérias, que entram em contato com o organismo da criança, fazendo com que o sistema imunológico fabrique células de defesa para combater estes “vilões”. Isto ocorre mesmo após anos da aplicação da vacina.
Porém, não significa que a criança que recebeu a vacina contra uma doença, nunca irá ter esta doença. Então, por que vacinar? Porque haverá proteção contra as formas mais graves das doenças. Por exemplo: uma criança que recebeu a vacina contra a catapora (varicela), poderá ter a doença, porém com menor número de lesões, menor tempo de duração e menos risco de uma complicação grave que poderia até levar à morte.
Quando a vacina não pode ser aplicada? De forma geral quando há reação alérgica grave à vacina (já ocorrida em aplicação anterior), febre alta de causa desconhecida (deve-se primeiro descobrir a causa da febre para só depois receber a vacina) e doenças graves atuais. Febre por gripes e doenças benignas, anemia e diarreia,  não impedem a aplicação.
E de forma geral também, febre, dor no local, irritação e amolecimento das fezes são os efeitos colaterais mais comuns. Porém em grande parte das crianças estes sintomas nem chegam a aparecer.
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) oferecem as vacinas que fazem parte do Calendário Vacinal do Ministério da Saúde gratuitamente. Algumas vacinas somente são encontradas em Clínicas e Hospitais particulares. Em casos especiais, como crianças imunodeprimidas (com anemia falciforme, AIDS, doenças cardíacas graves) e surtos, o esquema vacinal é diferenciado.
O calendário vacinal é o esquema de recomedação de quais vacinas devem ser administradas e quando devem ser administradas na criança e no adulto.
De forma geral, no Brasil as orientações são provenientes do Ministério da Saúde e das Sociedades de Infectologia, Imunização e Peiatria brasileiras.
Há orientações específicas para alguns grupos como prematuros, imunodeprimidos, portadores de doenças crônicas e outros.  Mas o calendário vacinal nos mostra o esquema básico para a população geral, como o abaixo, orientado pela Sociedade Brasileira de Imunizações.
No início deste ano, o Ministério da Saúde está realizando algumas modificações neste calendário, como:  vacina tetra viral: acrescentado a vacina de varicela à tríplice viral para as crianças = sarampo, rubéola e caxumba + varicela;  acréscimo da vacina meningocócica C para crianças e adolescentes;  vacina tríplice viral para adultos;  HPV para meninos.
As vacinas são:
- BCG ID: contra a tuberculose;
- Hepatite B: contra o vírus causador da hepatite do tipo B;
- DPT: chamada tríplice bacteriana, contra difteria, tétano e pertussis (coqueluche);
- Haemophilus influenzae b:: contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo B, responsável por infecções como pneumonia, meningites, etc.;
- Poliomielite: causadora da paralisia infantil;
- Rotavírus: contra o vírus causador de doença diarréica;
- Pneumocócica: contra a bactéria causadora de infecções como pneumonia, meningites, etc.;
- Meningocócicas B e C: contra a bactéria causadora de um tipo específico de meningites;
- Influenza: contra o vírus da gripe;
- Febre amarela : contra o vírus causador da febre amarela;
- Hepatite A : contra o vírus causador da hepatite do tipo A;
- Tríplice viral/ tetra viral: contra sarampo, caxumba e rubéola / + varicela (catapora);
- HPV: contra o papiloma vírus humano, que atinge pele e mucosas;
- dT : dupla  adulto, contra difteria e tétano; a dTpa contém o componente pertussis (coqueluche) acelular;
- Dengue: contra o vírus da dengue.



Calendário Vacinal pela Sociedade Brasileira de Imunizações 2016/2017:


Dra. Fernanda F. G. Miguel
Pediatra pela SBP
CRM 104.671 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

ALERGIA ALIMENTAR



Uma pequena porcentagem de crianças apresenta alergia a determinados alimentos. Os principais são:
- leite (o mais comum)
- ovo
- peixe
- soja
- trigo
- amendoim e castanhas
- frutos do mar.
            Há diversos sintomas que podem aparecer nestes casos, como:
- cólica
- chiado
- tosse crônica
- infecções de ouvido (otite média)
- alergia de pele (urticária e dermatite atópica)
- anemia por deficiência de ferro
- sangue nas fezes
- constipação
- diarréia
- vômitos
- regurgitações frequentes.

            Após o diagnóstico da alergia, a conduta é retirar o alimento da dieta da criança, sob orientação do médico e do nutricionista, para que a dieta mantenha-se balanceada e com todos os nutrientes necessários à manutenção da saúde.
           
Importante também é conhecer os sinônimos destes alimentos e de suas fontes ocultas, para não haver ingestão acidental do alimento causador da alergia. Portanto, ler os rótulos das embalagens é fundamental.

No caso do leite de vaca, os termos relacionados encontrados em alguns rótulos são: caseína, caseinato, lactose, lactoglobulina, lactoalbumina, proteína hidrolisada, etc. E as fontes ocultas de leite são: balas, bolachas, cereais matinais, chocolates, manteiga, margarina, creme de leite, molhos cremosos, pães, purês e sopas.


Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671           

quarta-feira, 1 de março de 2017

Sinusite


A sinusite pode ser definida como uma inflamação da camada mucosa que reveste a cavidade nasal e os seios paranasais (“seios da face”), podendo ou não ter uma infecção associada. Em muitas vezes há também rinite acompanhando o quadro.
A classificação da sinusite é feita de acordo com a duração e frequência do processo:
  • Sinusite aguda: dura até 4 semanas. Na grande maioria dos casos, melhora com o tratamento clínico adequado, raramente necessitando de outros tratamentos.
  • Sinusite subaguda: é a continuação de uma sinusite aguda em que não houve a cura.
    Os sintomas se mantém após a 4ª semana, podendo durar até 12 semanas, mesmo que tenham sido tratados na fase aguda.
  • Sinusite recorrente: definida por 3 ou mais episódios de sinusite aguda em 1 ano.
  • Sinusite crônica: caracteriza-se pela persistência dos sinais e sintomas por mais de 12 semanas (3 meses). As alterações inflamatórias tornam-se persistentes, e quanto mais tempo estiver presente o processo infeccioso, maiores as possibilidades de que se tornem irreversíveis.
  • Sinusite complicada: inflamação que se estende além dos seios paranasais, podendo ocorrer uma complicação importante, como meningite.
Clinicamente, a sinusite pode aparecer com alguns destes sintomas: dor de cabeça, dor ou pressão na face, obstrução ou congestão nasal, secreção nasal, diminuição do olfato, febre, mau hálito e tosse.
O diagnóstico normalmente é clínico, ou seja, pelos sintomas. A importância do raio-X simples é controverso e discutível no diagnóstico, podendo ser solicitado quando existe dúvida. A tomografia computadorizada está indicada nas sinusites crônicas, recorrentes ou complicadas, ou quando há indicação cirúrgica.
São sinais de alerta para as complicações da sinusite: piora importante dos sintomas após 72h de uso de antibiótico adequado, surgimento de inchaço palpebral, dor de cabeça intensa com irritabilidade e alterações visuais.
Os fatores que predispõem sinusite são: resfriado, gripe, rinite alérgica ou não-alérgica, alterações estruturais do nariz e aumento de adenóides.
As sinusites virais, que apresentam sintomas leves e melhora espontânea, não necessitam de tratamento medicamentoso. Já as bacterianas, precisam de antibióticos.
O uso de soro fisiológico nasal pode auxiliar no tratamento da sinusite aguda ou crônica.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP
CRM: 104.671

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

FEBRE AMARELA



Atualmente temos vivido uma preocupação nacional devido aos surtos ocorridos em várias cidades e estados do nosso país. Portanto, nada mais importante do que esclarecer algumas dúvidas sobre esta doença.
            A febre amarela é uma doença causada por um vírus: o Arbovírus, do gênero Flavivirus.
Este vírus é transmitido pela picada de dois tipos principais de mosquito:
- o Aedes aegypti (o mesmo que transmite os vírus da dengue, chikungunya e zika!) – responsável pela forma urbana da doença; ou seja, ocorre nas cidades e somente os humanos são os acometidos.
- o Haemagogus janthinomys - responsável pela forma silvestre da doença. Neste caso, como os mosquitos se localizam nas florestas, picam principalmente macacos, e os humanos  são picados acidentalmente.
            Após a picada do mosquito infectado pelo vírus, a doença pode demorar de 3 a 6 dias para mostrar os sintomas da infecção, que pode ser desde leve até grave, ou mesmo fatal.
            Nos casos leves pode haver febre, dor no corpo, dor de cabeça, náuseas e batimentos cardíacos lentos. Estes sintomas costumam durar cerca de 1 a 3 dias, desaparecendo sem tratamento.
            Já nos casos graves, após ocorrerem os sintomas descritos acima, ao invés de haver cura, há aumento da febre (crianças pequenas podem ter convulsão febril), diarréia, acometimento do fígado (causando vômito com sangue, sangramento nasal e pele amarelada ou icterícia), acometimento dos rins (diminuição da urina) e confusão mental ou até coma. Alguns casos chegam a óbito.
            O diagnóstico da doença é feito:
- pelos sintomas;
- pela localização geográfica: as regiões Norte e Centro-Oeste, os estados do Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, e parte dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina são as principais;
- por exames: através de amostra de sangue do paciente, onde o vírus será isolado ou por sorologia.
            Não há tratamento específico contra o vírus; é feito tratamento dos sintomas e nos casos graves é necessário hospitalização.
Para a prevenção da doença, a vacinação é a medida mais importante, sendo feita somente conforme a recomendação do Ministério da saúde e da Sociedade Brasileira de Infectologia para moradores de zonas endêmicas ou de risco, e também em pessoas que viajam (fazer 10 dias antes) para os locais endêmicos:
- de 9 meses a 4 anos: 1 dose aos 9 meses, e 1 reforço aos 4 anos.
- para maiores de 5 anos: 1 dose e 1 reforço em 10 anos.
            Medidas para conter a multiplicação dos mosquitos são de extrema importância e estão ao alcance de todos nós, assim como o uso de repelentes.



Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

PRÉ-NATAL

           


A garantia de uma boa saúde para o bebê inicia-se com a realização de um pré-natal adequado. E da mesma forma, é também importante para a saúde materna.
            A assistência durante o pré-natal é direito de toda mulher, e desde o início deverá auxiliá-la em suas dúvidas e angústias, assim como a de seu parceiro.
Durante a gestação, ocorrem mudanças no organismo da mulher, o que pode levá-la a apresentar doenças como diabetes e hipertensão arterial (pressão alta). Estas doenças podem causar problemas para a mãe e para o feto.
            Exames são realizados para verificar se há infecções, como: hepatite, sífilis, rubéola, HIV, toxoplasmose e citomegalovírus. Estas infecções podem causar malformações fetais, e em algumas destas infecções, a mãe pode ser tratada a tempo de não afetar seu bebê.
            O acompanhamento da nutrição materna, prevenindo ou tratando anemia, desnutrição e obesidade, é de grande importância para mãe e filho, pois implica no crescimento adequado do feto, na prevenção de hipertensão materna (no caso da obesidade) e na prevenção de malformações.
            Algumas mulheres apresentam doenças prévias à gestação, como hipertireoidismo e lúpus, e que podem ser risco para abortamentos ou outras complicações.
            A carteira de vacinação da futura mamãe deve ser checada e as vacinas atualizadas se necessário (antitetânica por exemplo), e de acordo com a orientação médica.
            A ultrassonografia também auxilia no acompanhamento do crescimento fetal e no diagnóstico de algumas síndromes e malformações.
            A orientação no preparo das mamas para o aleitamento materno também faz parte da orientação pré-natal, garantindo o seu sucesso após o parto.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

CONJUNTIVITE



Conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, uma fina membrana transparente que reveste o globo ocular e a parte interna da pálpebra.
Existem três tipos ou causas de conjuntivite:

· Conjuntivite alérgica: está ligada aos fatores que provocam alergia em determinadas pessoas predispostas. Não é contagiosa, ou seja, não passa de uma pessoa para outra e nem de um olho para o outro, mesmo que em alguns casos se apresente primeirmente em um olho e depois no outro. Os sintomas são a coceira nos olhos e/ou pálpebras, olhos vermelhos, e secreção clara.

·  Conjuntivite infecciosa: é causada por vírus, bactérias e fungos. Neste caso, a contaminação se dá pelo ar, especialmente em ambientes fechados, pelo uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas contaminadas e pela água de piscina. As virais são as mais frequentes, e existem diferenças entre os vírus, sendo que alguns se mostram mais agressivos. Os sintomas são: olho vermelho, coceira, lacrimejamento, sensibilidade à luz (fotofobia), sensação de areia nos olhos, visão borrada e secreção branca ou amarelada. Também pode ocorrer febre, dor de garganta e dor no corpo. Esse tipo de conjuntivite leva aproximadamente 15 dias para a total cura.

·  Conjuntivite por fatores externos: este tipo é causado pelo contato direto com substâncias químicas, cloro e fumaça. Em alguns casos, pode ocorrer nos recém-nascidos devido ao uso de colírio de nitrato de prata no momento do nascimento; colírio este utilizado como rotina para prevenção de infecção por bactérias do canal de parto. O sintoma é a presença de olhos vermelhos e irritados. No caso de conjuntivite por contato deve-se afastar o agente causador e lavar os olhos com água abundante.

              A conjuntivite é muito comum em crianças de todas as idades. Uma vez constatada, é importante que os pais tomem cuidados especiais. Antes mesmo de procurar o Oftalmologista, algumas providências podem ser tomadas para diminuir os sintomas da doença, como:
- não deixar a criança coçar os olhos. Compressas frias são eficientes para melhorar a coceira e os outros sintomas;
- limpar a parte externa dos olhos com um algodão molhado em soro fisiológico;
- afastar a criança da escola e atividades coletivas no período de contágio;
- lavar as mãos da criança com água e sabão frequentemente;
- trocar diariamente as toalhas, fronhas e lenços usados pela criança;
- evitar frequentar piscina;
- evitar que a criança beije ou cumprimente com as mãos, caso a conjuntivite seja contagiosa;

Em alguns casos, estas providências são suficientes para que, dependendo do tipo, a conjuntivite regrida completamente.
Mas como o tratamento varia de acordo com a causa, os pais devem levar a criança para a avaliação médica e tratamento adequado. 


Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671