quinta-feira, 3 de novembro de 2016

TRAUMATISMO CRANIANO



    
    Um grande receio de todos os pais, são as quedas que as crianças levam, principalmente quando batem a cabeça; ou quando algo cai sobre a cabeça da criança. Quando isto ocorre, é chamado de traumatismo cranioencefálico (TCE), que podo ser leve, moderado ou grave.
       Inicialmente é importante avaliar: a altura da queda (ou o peso do objeto que caiu sobre a cabeça), perda de consciência (desmaio), crises convulsivas e vômitos (vários episódios).
     Normalmente, os traumas são leves e não é necessário internação hospitalar ou exames de imagem (raio-X ou tomografia).
        As primeiras 24 a 48 horas são as mais críticas. É aconselhável que esta criança seja avaliada por um médico, que irá avaliar a necessidade de internação e de exames. Mesmo nos casos de traumas leves, a criança deverá permanecer em observação no hospital ou em casa.
     Nos casos mais graves, novos sintomas, sinais e complicações inesperadas podem ocorrer após horas ou dias do traumatismo.
Sintomas ou sinais abaixo podem ser relacionados ao trauma e observados neste período, necessitando que a criança retorne ao hospital para reavaliação:

- Cefaléia (dor de cabeça).
- Sonolência excessiva.
- Vômitos, tonturas ou convulsão.
- Movimento estranho dos olhos, visão dupla.
- Dor na nuca ou dor durante movimentos do pescoço.
- Perda de líquido ou sangue pelo ouvido ou nariz.
- Distúrbio de comportamento.
- Confusão mental.
- Dificuldade de falar ou entender, de memória, ou para se concentrar.

  
Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Outubro Rosa





O movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.
O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos.
Para o Brasil, em 2016, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama. Tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Especificamente no Brasil, esse percentual é um pouco mais elevado e chega a 28,1%. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
Existe tratamento para câncer de mama, e o Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS.
Não existe uma causa única para o câncer de mama, que é mais comum em mulheres (apenas 1% dos casos são diagnosticados em homens) e tem na idade um dos mais importantes fatores de risco para a doença. Cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. O câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença.
Diversos fatores estão relacionados ao câncer de mama:

Fatores ambientais e comportamentais:

-       Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
-       Sedentarismo;
-       Consumo de bebida alcoólica;
-       Exposição frequente a radiações ionizantes (Raio x).

Fatores da história reprodutiva e hormonal:
-       Primeira mentruação (menarca) antes dos 12 anos;
-       Não ter tido filhos;
-       Primeira gravidez após os 30 anos;
-       Não ter amamentado;
-       Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
-       Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio- progesterona);
-       Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.
Fatores genéticos e hereditários:
-       História familiar de câncer de ovário;
-       Vários casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;
-       História familiar de câncer de mama em homens;
-       Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.
*A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/ hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.
A presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher terá necessariamente a doença.
Fatores de Proteção:
Estima-se que 30% dos casos de câncer de mama possam ser evitados quando são adotadas práticas saudáveis como:
-       Praticar atividade física;
-       Alimentar-se de forma saudável;
-       Manter o peso corporal adequado;
-       Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
-       Amamentar
Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:
-       Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
-       Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
-       Alterações no bico do peito (mamilo);
-       Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
-       Saída espontânea de líquido dos mamilos
O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura.
Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.
Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.
Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas.
Mulheres com risco elevado para câncer de mama devem conversar com o seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada.
Riscos e benefícios da mamografia de rastreamento
No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos.
A mamografia de rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama, mas também expõe a mulher a alguns riscos. Conheça os principais riscos e benefícios:
Benefícios:
  • Encontrar o câncer no início e permitir um tratamento menos agressivo.
  • Menor chance de a paciente morrer por câncer de mama, em função do tratamento precoce.
Riscos:

  • Suspeita de câncer de mama. Isso requer outros exames, sem que se confirme a doença. Esse alarme falso (resultado falso positivo) gera ansiedade e estresse.
  • Câncer existente, mas resultado normal (resultado falso negativo). Esse erro gera falsa segurança à mulher.
  • Ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama
  • Exposição aos Raios X. Raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição.

Mamografia Diagnóstica
A mamografia diagnóstica, assim como outros exames complementares com finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico. Ainda assim, a mamografia diagnóstica geralmente não é solicitada em mulheres jovens, pois nessa idade as mamas são mais densas e o exame apresenta muitos resultados incorretos.

O SUS oferece exame de mamografia para todas as idades, quando há indicação médica.

Dra Flávia Renata Topciu – CRM 121.925
Geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria de Gerontologia

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

CONTAMINAÇÃO DE ALIMENTOS



Existem doenças que podem ser originadas por conta da ingestão de alimentos. Normalmente isso ocorre por contaminação:
v  Contaminação Biológica:
•  por vírus: as principais fontes são a água e os ovos; os sintomas são náuseas, vômitos, diarréia e cólicas abdominais. Não existe tratamento específico; somente cuidados gerais.
•   por bactérias:
- a Salmonela contamina carne de aves, ovos e derivados e causa os mesmos sintomas, além de febre.
- o Campylobacter é transmitido por carnes, água e leite, causando diarréia com sangue, vômitos e dores de cabeça.
- a Listeria é encontrada em leite e derivados, peixes e frutos do mar. Pode causar doenças graves como meningites.
•  por vermes: normalmente transmitidos por alimentos crus ou mal cozidos e mal lavados, podendo causar diarréias prolongadas.
v  Contaminação Química:
• por metais: os peixes e frutos do mar são alimentos que podem estar contaminados por mercúrio.
•  por agrotóxicos: geralmente ocorre por seu uso incorreto em plantações.

            Para prevenir estas doenças, devemos:
- lavar com água e sabão as mãos e os utensílios de cozinha antes do preparo dos alimentos;
- cozinhar bem os alimentos;
- não descongelar os alimentos em temperatura ambiente, e sim, em geladeira;
- lavar cuidadosamente frutas e verduras cruas;
- evitar leite não pasteurizado;
- quando houver dúvida sobre o aspecto do alimento (cheiro, cor ou sabor) não consumir;
- verificar sempre o prazo de validade nas embalagens.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria

CRM: 104.671

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Setembro Amarelo – Suicídio



No mês de setembro acontece a Campanha Setembro Amarelo, que conscientiza a população sobre a importância da prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.  Há uma atenção especial no dia 10 de setembro, pois é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, que neste ano cai em um sábado.
Iniciado no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina)e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o Setembro Amarelo realizou as primeiras atividades em 2014 concentradas em Brasília. Em 2015 já conseguiu uma maior exposição com ações em todas as regiões do país. Mundialmente, o IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio estimula a divulgação da causa, vinculado ao dia 10 do mesmo mês no qual se comemora o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
O Suicídio é um problema de saúde pública, que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas.

A esperança é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.

Mas como buscar ajuda se sequer a pessoa sabe que ela pode ser ajudada e que o que ela passa naquele momento é mais comum do que se divulga? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou parente se também não  sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada? Estudos recentes apontam que 100% das pessoas que se mataram tinham alguma doença psiquiátrica. E a mais frequente é a depressão. Isso faz com que, potencialmente, o suicídio seja prevenível.
Segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Na maioria das vezes, no entanto, é possível evitar que esses pensamentos suicidas virem realidade.
A primeira medida preventiva é a educação: é preciso deixar de ter medo de falar sobre o assunto, derrubar tabus e compartilhar informações ligadas ao tema.
O suicídio não é uma questão moral, nem religiosa, é um problema de saúde mental.


Dra Flávia Renata Topciu – CRM 121.925
Geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria de Gerontologia

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

CAXUMBA



A caxumba também é chamada de parotidite viral, pois é uma doença causada por um vírus e que acomete as glândulas parótidas: as maiores glândulas salivares de nosso corpo, sendo duas, uma à direita e outra à esquerda, e localizadas na região logo abaixo e à frente de cada orelha.
Esta doença pode ser transmitida desde alguns dias antes do início dos sintomas até cerca de 5 dias após. O contágio ocorre pelo contato com a saliva de pessoas infectadas, através de gotículas. É mais comum na infância, nos meses de inverno e começo da primavera.
A principal manifestação da caxumba é o aumento da glândula parótida, aparentando um inchaço abaixo da orelha, e pode haver febre e dor à mastigação. Pode acometer 1 ou as 2 glândulas parótidas, e também apresentar inflamação nas outras glândulas salivares (abaixo da língua e da mandíbula). Mal-estar, falta de apetite e dor muscular podem estar presentes.
Complicações podem existir também em consequência da doença: orquite (inflamação dos testículos, causando inchaço), pancreatite (inflamação do pâncreas, causando dor abdominal importante e vômitos), artrite (inflamação de articulações) e meningite viral.
Não há tratamento específico para a caxumba, apenas sintomático. A criança deve permanecer em repouso, usar analgésicos se necessário, observar se há aparecimento de complicações e ser afastada da escola neste período.
Nem todos os casos de parotidite são devido à infecção pelo vírus da caxumba. A parotidite pode ser causada por outros vírus, tumores, doenças imunológicas e obstrução do ducto salivar.
 O diagnóstico geralmente é clínico e a confirmação por exame de laboratório só é necessária em alguns casos.
A prevenção da caxumba é feita por vacinação: tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola – SCR) ou quádrupla (sarampo, caxumba, rubéola e varicela – SCR-V). Desde 2013 o Ministério da Saúde recomenda uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e uma dose da vacina quádrupla viral aos 15 meses de idade. As Sociedades Brasileira de Pediatria (SBP) e Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam que, aos 12 meses, a criança receba também uma dose da vacina varicela. Para crianças maiores, adolescentes e adultos recomendam-se duas doses com intervalo de 1 mês entre elas com a vacina tríplice ou quadrupla viral. As vacinas tríplice e quádrupla virais são vacinas de vírus vivos atenuados, portanto, contraindicadas para gestantes e imunodeprimidos (como por exemplo portadores de HIV). Reações adversas às vacinas são raras. As reações adversas mais comuns incluem reações locais, febre baixa e erupção cutânea; também pode ocorrer parotidite, 5 a 10 dias após a aplicação.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Tumores de Cabeça e Pescoço



Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) revelam que o hábito de beber e fumar aumenta em até 20 vezes a chance de uma pessoa desenvolver algum tipo de câncer de cabeça e pescoço. Tumores nessa região correspondem a 3% de todos os tipos de câncer. Os de cavidade oral, que incluem lábios, língua, assoalho de boca, céu da boca, orofaringe como amígdalas, e de laringe são os tumores mais comuns. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, as estimativas de 2014, que também são válidas para o ano de 2015, apontam a ocorrência de 11.280 novos casos de câncer da cavidade oral em homens e 4.010 em mulheres.

Além do tabagismo e o álcool, outros fatores estão associados mais fortemente ao aparecimento do câncer de boca, como a infecção por HPV (subtipo 16 principal) e exposição solar (para o câncer no lábio). Há também os fatores de baixo risco, dentre os quais estão a dieta pobre em frutas e vegetais, má higiene oral, próteses mal ajustadas ou adaptadas, genéticos e outros aspectos em associação que determinam uma queda na imunidade do hospedeiro, levando ao aparecimento do tumor.

Os sintomas do câncer de boca, às vezes, são nítidos, como feridas com ardor na boca, e às vezes não, sendo indolores no início, como uma ferida que não cicatriza e não dói. Devemos suspeitar de feridas na boca que não cicatriza em duas semanas; os nódulos persistentes no pescoço e em mucosa da bochecha, lábio, assoalho de boca e língua; as manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, indolores ou com leve ardor local em mucosa da boca; os dentes que apresentam amolecimento sem causa aparente; o inchaço na gengiva que dificulta uso de prótese; a dificuldade para engolir, falar, mastigar; mau hálito e perda de peso. 

 Apesar de quase 90% das lesões malignas de boca estarem localizadas na língua, assoalho, mucosa jugal e palato, ou seja, de fácil suspeita e reconhecimento, ainda diagnostica-se , na maioria dos casos, lesões em estádios avançados, o que dificulta muito o tratamento, levando a cirurgias complexas, com reconstruções para a reabilitação mais adequada e invariavelmente seguidas de radioterapia e quimioterapia, e infelizmente com índices mais baixos de sobrevida.

No Brasil, cerca de 70% dos casos ainda apresentam-se em estádios avançados: III e IV, onde as chances de cura ou controle são menores, porém podem ser atingíveis. Já os casos iniciais I e II possuem alta chance de cura/controle.

Os dados demográficos preocupam e se este ritmo continuar, a incidência do câncer de boca, no Brasil, tenderá a aumentar, ultrapassando outras doenças. Com isto os gastos em saúde como um todo também aumentarão. Hoje ocupa a quinta posição entre os homens e a sexta entre as mulheres.

A prevenção de fatores de risco ainda é a medida mais simples e eficaz para evitar o aparecimento desses tumores. Recomenda-se cessar o consumo de tabaco e álcool, pois associados e com a presença dos outros fatores já descritos aumenta-se muito a possibilidade de desenvolver esta doença.

Dra Flávia Renata Topciu – CRM 121.925
Geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria de Gerontologia


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

DOR DE OUVIDO


            

Esta é uma das queixas muito frequentes na infância, principalmente dos 6 meses aos 7 anos de idade.
            As infecções de ouvido são chamadas de otites. E elas são divididas basicamente em:
·         Otite média aguda (OMA): comum após gripes e resfriados, tendo também como fatores de risco a exposição ao cigarro pelos familiares, o hábito de oferecer mamadeira para a criança deitada e presença de refluxo gastroesofágico.
As crianças maiores conseguem relatar dor de ouvido, mas as menores não. Os bebês demonstram a dor pela irritabilidade e pelo choro, largando o peito ou a mamadeira ao sugar. A febre, assim como a queixa de dor, também é muito frequente. Tosse e vômitos podem acompanhar o quadro.
Para avaliar se há infecção bacteriana, e necessidade de uso de antibiótico, a  criança deverá ser examinada pelo Pediatra, através da otoscopia, que mostrará uma membrana timpânica abaulada, avermelhada e poderá apresentar secreção purulenta. Utilizam-se também analgésicos para controlar a dor e a febre.
·         Otite externa: acomete a região do pavilhão auricular e o conduto auditivo, composta basicamente por pele e cartilagem. A pele é bastante delicada, e protegida pelo cerume (cera) produzido no local. Portanto, o uso de hastes flexíveis (cotonetes) não é correto e pode propiciar infecções. Outro fator de risco para este tipo de otite é passar muito tempo dentro d'água, o que deixa o ouvido molhado por longo período, dissolvendo o cerume protetor e podendo levar a infecções por bactérias e fungos. Os sintomas de otite externa são dor e inchaço no canal do ouvido. Pode haver uma sensação de que ele está “tampado” ou de que a capacidade auditiva diminuiu. O Pediatra também irá avaliar a necessidade de tratamento, que poderá ser tópico ou com antibióticos orais.
Em casos mais complexos ou de infecções recorrentes, a criança deverá ser avaliada pelo especialista: o Otorrinolaringologista. Este irá avaliar se existe alguma causa específica para as infecções e qual a melhor conduta.



Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671