quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

CONJUNTIVITE



Conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, uma fina membrana transparente que reveste o globo ocular e a parte interna da pálpebra.
Existem três tipos ou causas de conjuntivite:

· Conjuntivite alérgica: está ligada aos fatores que provocam alergia em determinadas pessoas predispostas. Não é contagiosa, ou seja, não passa de uma pessoa para outra e nem de um olho para o outro, mesmo que em alguns casos se apresente primeirmente em um olho e depois no outro. Os sintomas são a coceira nos olhos e/ou pálpebras, olhos vermelhos, e secreção clara.

·  Conjuntivite infecciosa: é causada por vírus, bactérias e fungos. Neste caso, a contaminação se dá pelo ar, especialmente em ambientes fechados, pelo uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas contaminadas e pela água de piscina. As virais são as mais frequentes, e existem diferenças entre os vírus, sendo que alguns se mostram mais agressivos. Os sintomas são: olho vermelho, coceira, lacrimejamento, sensibilidade à luz (fotofobia), sensação de areia nos olhos, visão borrada e secreção branca ou amarelada. Também pode ocorrer febre, dor de garganta e dor no corpo. Esse tipo de conjuntivite leva aproximadamente 15 dias para a total cura.

·  Conjuntivite por fatores externos: este tipo é causado pelo contato direto com substâncias químicas, cloro e fumaça. Em alguns casos, pode ocorrer nos recém-nascidos devido ao uso de colírio de nitrato de prata no momento do nascimento; colírio este utilizado como rotina para prevenção de infecção por bactérias do canal de parto. O sintoma é a presença de olhos vermelhos e irritados. No caso de conjuntivite por contato deve-se afastar o agente causador e lavar os olhos com água abundante.

              A conjuntivite é muito comum em crianças de todas as idades. Uma vez constatada, é importante que os pais tomem cuidados especiais. Antes mesmo de procurar o Oftalmologista, algumas providências podem ser tomadas para diminuir os sintomas da doença, como:
- não deixar a criança coçar os olhos. Compressas frias são eficientes para melhorar a coceira e os outros sintomas;
- limpar a parte externa dos olhos com um algodão molhado em soro fisiológico;
- afastar a criança da escola e atividades coletivas no período de contágio;
- lavar as mãos da criança com água e sabão frequentemente;
- trocar diariamente as toalhas, fronhas e lenços usados pela criança;
- evitar frequentar piscina;
- evitar que a criança beije ou cumprimente com as mãos, caso a conjuntivite seja contagiosa;

Em alguns casos, estas providências são suficientes para que, dependendo do tipo, a conjuntivite regrida completamente.
Mas como o tratamento varia de acordo com a causa, os pais devem levar a criança para a avaliação médica e tratamento adequado. 


Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Novembro Azul



Novembro é considerado o mês de conscientização e prevenção do câncer de próstata - mundialmente conhecido como "Movember", sendo o bigode o símbolo adotado para as campanhas em todo o mundo. Essa simbologia surgiu da combinação em inglês das palavras Moustache (Bigode) e November (Novembro).
O câncer de próstata
A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.







No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Prevenção
Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.

Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias. 

Detecção Precoce

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a detecção precoce de um câncer compreende duas diferentes estratégias: uma destinada ao diagnóstico em pessoas que apresentam sinais iniciais da doença (diagnóstico precoce) e outra voltada para pessoas sem nenhum sintoma e aparentemente saudáveis (rastreamento). A decisão do uso do rastreamento do câncer de próstata por meio da realização de exames de rotina (geralmente toque retal e dosagem de PSA) em homens sem sinais e sintomas sugestivos de câncer de próstata, como estratégia de saúde pública, deve se basear em evidências científicas de qualidade sobre possíveis benefícios e danos associados a essa intervenção. Por existirem evidências científicas de boa qualidade de que o rastreamento do câncer de próstata produz mais dano do que benefício, o Instituto Nacional de Câncer mantém a recomendação de que não se organizem programas de rastreamento para o câncer da próstata e que homens que demandam espontaneamente a realização de exames de rastreamento sejam informados por seus médicos sobre os riscos e provável ausência de benefícios associados a esta prática.

Sintomas

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Diagnóstico

Achados no exame clínico (toque retal) combinados com o resultado da dosagem do antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) no sangue podem sugerir a existência da doença. Nesses casos, é indicada a ultrassonografia pélvica (ou prostática transretal, se disponível). O resultado da ultrassonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de biópsia prostática transretal. O diagnóstico de certeza do câncer é feito pelo estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata. O relatório anatomopatológico deve fornecer a graduação histológica do sistema de Gleason, cujo objetivo é informar sobre a provável taxa de crescimento do tumor e sua tendência à disseminação, além de ajudar na determinação do melhor tratamento para o paciente

Tratamento

Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal.

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico.

 Dra Flávia Renata Topciu – CRM 121.925

Geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria de Gerontologia

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

TRAUMATISMO CRANIANO



    
    Um grande receio de todos os pais, são as quedas que as crianças levam, principalmente quando batem a cabeça; ou quando algo cai sobre a cabeça da criança. Quando isto ocorre, é chamado de traumatismo cranioencefálico (TCE), que podo ser leve, moderado ou grave.
       Inicialmente é importante avaliar: a altura da queda (ou o peso do objeto que caiu sobre a cabeça), perda de consciência (desmaio), crises convulsivas e vômitos (vários episódios).
     Normalmente, os traumas são leves e não é necessário internação hospitalar ou exames de imagem (raio-X ou tomografia).
        As primeiras 24 a 48 horas são as mais críticas. É aconselhável que esta criança seja avaliada por um médico, que irá avaliar a necessidade de internação e de exames. Mesmo nos casos de traumas leves, a criança deverá permanecer em observação no hospital ou em casa.
     Nos casos mais graves, novos sintomas, sinais e complicações inesperadas podem ocorrer após horas ou dias do traumatismo.
Sintomas ou sinais abaixo podem ser relacionados ao trauma e observados neste período, necessitando que a criança retorne ao hospital para reavaliação:

- Cefaléia (dor de cabeça).
- Sonolência excessiva.
- Vômitos, tonturas ou convulsão.
- Movimento estranho dos olhos, visão dupla.
- Dor na nuca ou dor durante movimentos do pescoço.
- Perda de líquido ou sangue pelo ouvido ou nariz.
- Distúrbio de comportamento.
- Confusão mental.
- Dificuldade de falar ou entender, de memória, ou para se concentrar.

  
Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Outubro Rosa





O movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.
O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos.
Para o Brasil, em 2016, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama. Tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Especificamente no Brasil, esse percentual é um pouco mais elevado e chega a 28,1%. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
Existe tratamento para câncer de mama, e o Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS.
Não existe uma causa única para o câncer de mama, que é mais comum em mulheres (apenas 1% dos casos são diagnosticados em homens) e tem na idade um dos mais importantes fatores de risco para a doença. Cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. O câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença.
Diversos fatores estão relacionados ao câncer de mama:

Fatores ambientais e comportamentais:

-       Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
-       Sedentarismo;
-       Consumo de bebida alcoólica;
-       Exposição frequente a radiações ionizantes (Raio x).

Fatores da história reprodutiva e hormonal:
-       Primeira mentruação (menarca) antes dos 12 anos;
-       Não ter tido filhos;
-       Primeira gravidez após os 30 anos;
-       Não ter amamentado;
-       Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
-       Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio- progesterona);
-       Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.
Fatores genéticos e hereditários:
-       História familiar de câncer de ovário;
-       Vários casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;
-       História familiar de câncer de mama em homens;
-       Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.
*A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/ hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.
A presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher terá necessariamente a doença.
Fatores de Proteção:
Estima-se que 30% dos casos de câncer de mama possam ser evitados quando são adotadas práticas saudáveis como:
-       Praticar atividade física;
-       Alimentar-se de forma saudável;
-       Manter o peso corporal adequado;
-       Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
-       Amamentar
Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:
-       Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
-       Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
-       Alterações no bico do peito (mamilo);
-       Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
-       Saída espontânea de líquido dos mamilos
O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura.
Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.
Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.
Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas.
Mulheres com risco elevado para câncer de mama devem conversar com o seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada.
Riscos e benefícios da mamografia de rastreamento
No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos.
A mamografia de rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama, mas também expõe a mulher a alguns riscos. Conheça os principais riscos e benefícios:
Benefícios:
  • Encontrar o câncer no início e permitir um tratamento menos agressivo.
  • Menor chance de a paciente morrer por câncer de mama, em função do tratamento precoce.
Riscos:

  • Suspeita de câncer de mama. Isso requer outros exames, sem que se confirme a doença. Esse alarme falso (resultado falso positivo) gera ansiedade e estresse.
  • Câncer existente, mas resultado normal (resultado falso negativo). Esse erro gera falsa segurança à mulher.
  • Ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama
  • Exposição aos Raios X. Raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição.

Mamografia Diagnóstica
A mamografia diagnóstica, assim como outros exames complementares com finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico. Ainda assim, a mamografia diagnóstica geralmente não é solicitada em mulheres jovens, pois nessa idade as mamas são mais densas e o exame apresenta muitos resultados incorretos.

O SUS oferece exame de mamografia para todas as idades, quando há indicação médica.

Dra Flávia Renata Topciu – CRM 121.925
Geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria de Gerontologia

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

CONTAMINAÇÃO DE ALIMENTOS



Existem doenças que podem ser originadas por conta da ingestão de alimentos. Normalmente isso ocorre por contaminação:
v  Contaminação Biológica:
•  por vírus: as principais fontes são a água e os ovos; os sintomas são náuseas, vômitos, diarréia e cólicas abdominais. Não existe tratamento específico; somente cuidados gerais.
•   por bactérias:
- a Salmonela contamina carne de aves, ovos e derivados e causa os mesmos sintomas, além de febre.
- o Campylobacter é transmitido por carnes, água e leite, causando diarréia com sangue, vômitos e dores de cabeça.
- a Listeria é encontrada em leite e derivados, peixes e frutos do mar. Pode causar doenças graves como meningites.
•  por vermes: normalmente transmitidos por alimentos crus ou mal cozidos e mal lavados, podendo causar diarréias prolongadas.
v  Contaminação Química:
• por metais: os peixes e frutos do mar são alimentos que podem estar contaminados por mercúrio.
•  por agrotóxicos: geralmente ocorre por seu uso incorreto em plantações.

            Para prevenir estas doenças, devemos:
- lavar com água e sabão as mãos e os utensílios de cozinha antes do preparo dos alimentos;
- cozinhar bem os alimentos;
- não descongelar os alimentos em temperatura ambiente, e sim, em geladeira;
- lavar cuidadosamente frutas e verduras cruas;
- evitar leite não pasteurizado;
- quando houver dúvida sobre o aspecto do alimento (cheiro, cor ou sabor) não consumir;
- verificar sempre o prazo de validade nas embalagens.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria

CRM: 104.671

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Setembro Amarelo – Suicídio



No mês de setembro acontece a Campanha Setembro Amarelo, que conscientiza a população sobre a importância da prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.  Há uma atenção especial no dia 10 de setembro, pois é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, que neste ano cai em um sábado.
Iniciado no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina)e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o Setembro Amarelo realizou as primeiras atividades em 2014 concentradas em Brasília. Em 2015 já conseguiu uma maior exposição com ações em todas as regiões do país. Mundialmente, o IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio estimula a divulgação da causa, vinculado ao dia 10 do mesmo mês no qual se comemora o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
O Suicídio é um problema de saúde pública, que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas.

A esperança é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.

Mas como buscar ajuda se sequer a pessoa sabe que ela pode ser ajudada e que o que ela passa naquele momento é mais comum do que se divulga? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou parente se também não  sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada? Estudos recentes apontam que 100% das pessoas que se mataram tinham alguma doença psiquiátrica. E a mais frequente é a depressão. Isso faz com que, potencialmente, o suicídio seja prevenível.
Segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Na maioria das vezes, no entanto, é possível evitar que esses pensamentos suicidas virem realidade.
A primeira medida preventiva é a educação: é preciso deixar de ter medo de falar sobre o assunto, derrubar tabus e compartilhar informações ligadas ao tema.
O suicídio não é uma questão moral, nem religiosa, é um problema de saúde mental.


Dra Flávia Renata Topciu – CRM 121.925
Geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria de Gerontologia

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

CAXUMBA



A caxumba também é chamada de parotidite viral, pois é uma doença causada por um vírus e que acomete as glândulas parótidas: as maiores glândulas salivares de nosso corpo, sendo duas, uma à direita e outra à esquerda, e localizadas na região logo abaixo e à frente de cada orelha.
Esta doença pode ser transmitida desde alguns dias antes do início dos sintomas até cerca de 5 dias após. O contágio ocorre pelo contato com a saliva de pessoas infectadas, através de gotículas. É mais comum na infância, nos meses de inverno e começo da primavera.
A principal manifestação da caxumba é o aumento da glândula parótida, aparentando um inchaço abaixo da orelha, e pode haver febre e dor à mastigação. Pode acometer 1 ou as 2 glândulas parótidas, e também apresentar inflamação nas outras glândulas salivares (abaixo da língua e da mandíbula). Mal-estar, falta de apetite e dor muscular podem estar presentes.
Complicações podem existir também em consequência da doença: orquite (inflamação dos testículos, causando inchaço), pancreatite (inflamação do pâncreas, causando dor abdominal importante e vômitos), artrite (inflamação de articulações) e meningite viral.
Não há tratamento específico para a caxumba, apenas sintomático. A criança deve permanecer em repouso, usar analgésicos se necessário, observar se há aparecimento de complicações e ser afastada da escola neste período.
Nem todos os casos de parotidite são devido à infecção pelo vírus da caxumba. A parotidite pode ser causada por outros vírus, tumores, doenças imunológicas e obstrução do ducto salivar.
 O diagnóstico geralmente é clínico e a confirmação por exame de laboratório só é necessária em alguns casos.
A prevenção da caxumba é feita por vacinação: tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola – SCR) ou quádrupla (sarampo, caxumba, rubéola e varicela – SCR-V). Desde 2013 o Ministério da Saúde recomenda uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e uma dose da vacina quádrupla viral aos 15 meses de idade. As Sociedades Brasileira de Pediatria (SBP) e Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam que, aos 12 meses, a criança receba também uma dose da vacina varicela. Para crianças maiores, adolescentes e adultos recomendam-se duas doses com intervalo de 1 mês entre elas com a vacina tríplice ou quadrupla viral. As vacinas tríplice e quádrupla virais são vacinas de vírus vivos atenuados, portanto, contraindicadas para gestantes e imunodeprimidos (como por exemplo portadores de HIV). Reações adversas às vacinas são raras. As reações adversas mais comuns incluem reações locais, febre baixa e erupção cutânea; também pode ocorrer parotidite, 5 a 10 dias após a aplicação.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra pela SBP

CRM: 104.671